
18 de jul. de 2008
8 de jul. de 2008
A inspiração passou a depender do transistor...

Meu rancho de palha
Meu campo de malha
Um rosto na talha
E a chuva na cara
Meu campo de malha
Um rosto na talha
E a chuva na cara
Cidadão da mata
Eu sou
Cidadão da mata
Eu sou
Eu sou
Cidadão da mata
Eu sou
A água na lata
A mesa tão farta
Perdido na data
Achei-me na mata
A mesa tão farta
Perdido na data
Achei-me na mata
Cidadão da mata
Eu sou
Cidadão da mata
Eu sou
Eu sou
Cidadão da mata
Eu sou
Um touro na raia
Um potro na baia
A gente não vai
Qualquer um que caia
Um potro na baia
A gente não vai
Qualquer um que caia
Cidadão da mata
Eu sou
Cidadão da mata
Eu sou
Eu sou
Cidadão da mata
Eu sou
Meu cão minha, minha gralha
A minha pirralha
Meu pão minha tralha
E um velho que malha
A minha pirralha
Meu pão minha tralha
E um velho que malha
Cidadão da mata
Eu sou
Cidadão da mata
Eu sou
Eu sou
Cidadão da mata
Eu sou
Meu rabo de saia
Comigo na praia
Mais se o dia raia
A gente trabalha
Comigo na praia
Mais se o dia raia
A gente trabalha
Cidadão da mata
Eu sou
Matador da vila
Não sou
Não sou...
Eu sou
Matador da vila
Não sou
Não sou...
Amo, amo a mata.
Porque nela não há preços, amo o verde que me envolve
O verde sincero que me diz que a esperança, não é a ultima que morre
Quem morre por ultimo é o herói
E o herói, é o cabra que não teve tempo de correr...
Porque nela não há preços, amo o verde que me envolve
O verde sincero que me diz que a esperança, não é a ultima que morre
Quem morre por ultimo é o herói
E o herói, é o cabra que não teve tempo de correr...
18 de mai. de 2008
Cada vez mais alto

Por mais que calem por mais voltas que o mundo dê por mais que neguem os acontecimentos por mais repressão que o Estado implante; por mais que se mascarem com a democracia burguesa; por mais greves de fome que sufoquem; por mais que superlotem os cárceres; por mais pactos que assinem com os manipuladores; por mais guerras e repressão que imponham; por mais que tentem negar a história e a memória de nossa classe.
Mais alto diremos: assassinos de povos miséria de fome e liberdade negociantes de vidas alheias. Mais alto que nunca, gritando ou em silêncio, recordaremos vossos assassinatos de gentes, vidas, povos e natureza. De boca em boca, passo a passo, pouco a pouco.
Salvador Puig Antich 1974
Está cada vez mais raro

Não há nada mais raro hoje em dia do que a disponibilidade para a escuta do outro, do outro como diferença.
Tão viciados estamos dentro dos nossos próprios referenciais, dada a nossa formação, ou melhor, deformação de especialistas em pequenas áreas do saber sobre o homem, que não nos tornamos senão prisioneiros, cada um de nós, num pequeno gueto das chamadas ciências humanas.
Lúcia Santaella
7 de mai. de 2008
Liberadade
5 de mai. de 2008
O Amor

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
4 de mai. de 2008
Minha carne é de carnaval

Enquanto a nação de maior poder bélico
Que fomenta as guerrilhas do mundo se veste de vítima
Diabos africanos demônios latinos encarnados orientais
Pagam com pernas e braços em minas terrestres o pecado da exclusão
Minha carne é de carnaval
Meu coração é igual
E é carnaval na América latina os zapatistas cantam os cubanos lustram suas armas
E é carnaval e foices para o alto no assentamento dos sem terra
E é carnaval e até o ar aqui da fronteira
28 de abr. de 2008
tempo, temporal, temporalidade...
16 de abr. de 2008

Os escravos do século XXI não precisam ser caçados, transportados e leiloados através de complexas e problemáticas redes comerciais de corpos humanos. Existe um monte deles formando filas e implorando por uma oportunidade de trocar suas vidas por um salário de miséria. O "desenvolvimento" capitalista alcançou um tal nível de sofisticação e crueldade que a maioria das pessoas no mundo tem de competir para serem exploradas, prostituídas ou escravizadas.
Luther Blisset
25 de mar. de 2008
14 de mar. de 2008
Brás Cubas
7 de mar. de 2008
Che discursa nas Nações Unidas [1964]

- TEXTO ORIGINAL: "Esta epopeya que tenemos delante la van a escribir las masas hambrientas de indios, de campesinos sin tierra, de obreros explotados. La van a escribir las masas progresistas, los intelectuales honestos y brillantes que tanto abundan en nuestras sufridas tierras de América Latina."
- TRADUÇÃO: "O conjunto épico das operações militares em nossa frente, será escrito por massas de índios famintos, de lavradores sem terras, de trabalhadores explorados. Será escrito pelas massas progressivas, os honestos e brilhantes intelectuais que são abundantes em nossa extensa sofredora terra da América Latina."
4 de mar. de 2008
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